02/08 – Postos de saúde e hospitais da região estão enfrentando escassez da vacina BCG, imunológico dado aos recém-nascidos para prevenir a tuberculose e conhecido popularmente por deixar uma pequena marca no braço dos imunizados. De acordo com a assessoria de imprensa da Superintendência Regional de Saúde de Passos (SRS Passos), o baixo estoque não é uma realidade apenas regional, mas, sim, de todo o Estado.  

 

Em nota, a SRS Passos explicou que, para o último mês, o Ministério da Saúde distribuiu apenas 68% da cota mensal estadual da BCG, isso porque parte dos lotes da vacina, provenientes do laboratório Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), passaram recentemente por uma avaliação de qualidade e aguardam aprovação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (Incqs).

 

Para elucidar o agendamento, a SRS Passos disse que o cronograma tem o intuito de otimizar as doses e atender a um maior número de pessoas. “A orientação da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) aos municípios é para que as vacinas sejam centralizadas ou que seja realizada a estratégia de agendamento da vacinação. Cada município deve realizar um planejamento de acordo com a realidade e com o estoque de vacina disponível”. Quanto às medidas de otimização, a SRS de Passos esclarece que cada frasco de vacina, após aberto, deve ser utilizado em até seis horas. Por isso, medidas como a concentração em alguns postos ou agendamentos reduzem eventuais perdas.

 

Nossa reportagem conversou com Braiane Marcelle Lemos, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Itaú de Minas, que confirma essa situação de falta de vacina BCG.

 

Fonte: Folha da Manhã / Jornal BNN