08/10 – Na manhã desta segunda-feira (7), foi realizado ato em prol da cota mínima do Lago de Furnas, o nível 762. Ação se deu próximo à barragem de Furnas, em São José da Barra, e contou com a presença de representantes de 25 municípios, os deputados estaduais Cássio Soares e Professor Cleiton, além do federal Emidinho Madeira, 18 prefeitos e dezenas de vereadores.

 

A mobilização foi organizada pela Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago). A pauta é uma reivindicação dos municípios do entorno do Lago de Furnas, que demandam a manutenção de um limite mínimo de 762 metros no volume do reservatório, o que corresponde a cerca de metade da capacidade total de Furnas, maior reservatório da região Sudeste.

 

Em seu pronunciamento, o deputado Cássio Soares solicitou respeito do Governo Federal, do Operador Nacional de Sistema (ONS) e de Furnas Centrais Elétricas com a população que reside nos municípios banhados pelo Lago de Furnas e, ainda, pediu atenção para o Lago de Peixoto (Mascarenhas de Moraes), que também sofre com o baixo nível de água.

 

Ao todo, são 34 municípios banhados pelo Lago de Furnas, sendo que boa parte da população utiliza a represa como fonte de renda, pois, por meio dela, há geração de empregos, piscicultura e a potencialização do turismo.

 

Os constantes esvaziamentos do reservatório, sem considerar a biologia do lago, vêm gerando uma série de desequilíbrios ambientais e prejuízo principalmente para os proprietários de bares, restaurantes e pousadas na beira do lago.

 

O lago não atinge a cota máxima de 765 metros desde 2011. Naquele ano, a usina abriu os vertedouros para liberar a água.

 

Em 2011, a geração média de energia foi de 706 megawats por mês. Já no ano passado, a geração caiu pra uma média de 280 megawats, 62% a menos. E mesmo com a queda na produção de energia, o nível não subiu.

 

Por isso, políticos e representantes de associações afirmam que Furnas desvia as águas do lago sem informar as cidades que dependem de um nível maior para a realização de diversas atividades.

 

Em nota, a empresa afirmou que o curso de água não está sofrendo desvios e que segue normalmente rio abaixo. Diz ainda que “opera o conjunto das estruturas de geração e transmissão de energia brasileira de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança e a continuidade do suprimento de energia elétrica”.

Fonte: Folha da Manhã / G1