Prefeito fala sobre situação de pagamento de professores

08/10 – No dia 08 de outubro o prefeito de Itaú de Minas, Ronilton Gomes Cintra, acompanhado de seu vice prefeito, Otacilio Teixeira Neto, Tacilinho, estiveram na Rádio Boa Nova e participaram do jornal BNN, onde o prefeito concedeu entrevista falando da possível paralisação dos servidores da educação do município, que estava anunciada para o dia seguinte (09/10).

 

Por atraso no pagamento de salários, profissionais da Educação iniciam paralisação

09/10 – Como já havia sido divulgado pelo SEMPRE (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itaú de Minas) os profissionais da área da Educação municipal iniciaram uma paralisação de suas atividades nesta terça-feira (9), segundo eles, em razão dos atrasos do pagamento de seus salários por parte da Prefeitura.

De manhã, nossa reportagem apurou, juntamente com informações da Secretaria de Educação, que, dos nove estabelecimentos municipais de ensino, quatro aderiram totalmente à paralisação (escolas Carmélia Dramis Malaguti, Jorge Oliva, Itaú de Minas e CECEI Magdalena Rímoli Moragas), quatro não aderiram e estão funcionando normalmente (Escola Cristiano Machado e os CEMEIs Dona Nen, Otávio Rodrigues e Sônia Salete), e uma escola aderiu parcialmente, que é a Escola Monsenhor Ernesto, onde somente os professores não foram trabalhar neste dia, mas os demais servidores da secretaria da escola, limpeza e cantina estão trabalhando normalmente e, para os alunos, estão sendo oferecidas atividades diferenciadas, também em razão da semana da criança.

Nossa reportagem ouviu o presidente do Sindicato, Antônio Rivelino Barbosa. Ele disse que há três meses que estão acontecendo atrasos aos servidores da Educação e, agora em outubro, o atraso no pagamento atinge todos os servidores municipais.

A Prefeitura de Itaú de Minas se manifestou na manhã de terça-feira (9) através de uma “Carta Aberta à população de Itaú de Minas”

“CARTA ABERTA PARA A POPULAÇÃO DE ITAÚ DE MINAS

A Administração Municipal de Itaú de Minas, através do prefeito Ronilton Cintra vem manifestar que acredita que a greve dos profissionais da área de Educação é um movimento legítimo e acima de tudo um direito constitucional dos trabalhadores. Mas também sabe-se que a pressão municipal não resolve um problema que tem sido gerado por conta do Estado.

Sente por infelizmente não poder fazer nada no momento para evitar essa paralisação.

Lembra ainda que o movimento conta com o apoio da administração em consideração aos funcionários que têm suas obrigações financeiras atrasadas por conta de um governo estadual irresponsável que tem demonstrado sua total falta de compromisso com o funcionalismo.

Reforça ainda que, os repasses obrigatórios e constitucionais não estão chegando aos cofres públicos municipais, único motivo que impede com que a administração honre os compromissos assumidos com fornecedores e cumpra com a folha de pagamento.

Torcemos para que o Sindicado dos Servidores, o SEMPRE, cumpra também com o seu papel e manifeste o seu descontentamento com o governo do PT, através de ofícios, vídeos, e até mesmo uma ida à capital mineira para demonstrar sua insatisfação com este governo que tem saqueado as prefeituras através do confisco do dinheiro público.

Acreditamos que o governo Pimentel coloque a mão na consciência e assim como tem feito, ainda que parcelado os pagamentos dos servidores estaduais, repasse o dinheiro para que os servidores municipais comecem a receber os seus vencimentos.

Ressalta-se ainda que, sem o recurso do FUNDEB a prefeitura arcou com a folha da educação nos últimos meses totalizando 600 mil reias, acreditando que a situação se normalizaria em pouco tempo, fato este que contribuiu ainda mais para que o caixa da administração fosse zerado.

Algumas pessoas – acredita-se que seja por falta de conhecimento e não somente por maldade -, não entendem a real situação e passam a veicular informações inverídicas sobre a situação financeira do município. Hoje o Estado já deixou de repassar para a cidade mais de 4 milhões de reais, dinheiro este mais que o suficiente para deixar suas contas em dia. Lembrando também que a prefeitura até o final do ano já terá contabilizado o pagamento de quase 1 milhão de reais de processos judiciais herdados para cumprir com determinação judicial de direitos trabalhistas não recebidos anteriormente.

Itaú de Minas sempre foi uma cidade rica e com muitos recursos, o que fez com que governos anteriores – e aqui não é uma crítica -, desenvolvessem políticas que onerassem os cofres públicos para proporcionar mais qualidade de vida e conforto para o povo, o que não foi pensado – e reforço novamente não se tratar de uma crítica -, é que com uma possível crise como a que vivemos hoje, ficaria insustentável manter todos os compromissos.

Torcemos para que dias melhores se apresentem num futuro próximo e rogamos a Deus para que ilumine os governantes das esferas acima da municipal para que olhem por nós, entendam nossa situação e passem a honrar com seus compromissos com as cidades para que possamos honrar com os nossos.”

Profissionais da Educação municipal continuam em greve

10/10 – No segundo dia de paralisação dos profissionais da Educação em Itaú de Minas, mais uma escola municipal não abriu suas portas. Ontem (9) eram quatro estabelecimentos municipais de ensino que aderiram à paralisação; hoje (10) são cinco.

De acordo com o SEMPRE (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itaú de Minas), a paralisação dos profissionais da área da Educação municipal é em razão dos atrasos do pagamento de seus salários por parte da Prefeitura.

Por outro lado, a Prefeitura alega que o atraso e a falta de repasses por parte do Governo estadual têm dificultado a administração do município e, sem dinheiro suficiente em caixa, não tem como fazer o pagamento dos servidores. A expectativa da Prefeitura é de que, ainda nesta semana, tenha recursos suficientes para pagar o funcionalismo.

Conforme informou a Secretaria de Educação, desde ontem, terça-feira (9), estão sem funcionar as escolas Carmélia Dramis Malaguti, Jorge Oliva, Itaú de Minas e CECEI Magdalena Rímoli Moragas. A Escola Monsenhor Ernesto, que ontem funcionou parcialmente, hoje não teve condições de atender aos alunos, pois a maior parte dos professores também aderiu à paralisação. As outras quatro escolas municipais não aderiram e continuam funcionando normalmente, são elas: Escola Cristiano Machado e os CEMEIs Dona Nen, Otávio Rodrigues e Sônia Salete.

Da redação: BNN