06/08 – Estudo divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP) apontou que, em apenas três anos, a taxa de mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) na população com 30 a 69 anos de idade cresceu até 860% nos municípios da região. Para o levantamento, foram utilizados dados referentes aos anos de 2014 a 2017.

 

Em Passos, os casos de doenças cardiovasculares, respiratórias, neoplasias e diabetes aumentaram 26% entre 2014 e 2017. Por esse motivo, passaram de 253,48 situações, a cada cem mil habitantes, para 321,35. Ainda na localidade, de 2007 ao ano retrasado, houve aumento no índice de mortalidade por câncer de colo de útero, chegando a sete mortes a cada cem mil passenses.

 

Em São Sebastião do Paraíso houve aumento de 45% da taxa de mortalidade por DCNT, passando de 196 registros a cada cem mil habitantes para 284,47 na mesma parcela de população. Enquanto isso, o total de mortes por câncer cervical decresceu, indo de 3,15 óbitos para zero, em uma década.

 

Jacuí e Claraval foram as cidades com maior aumento percentual nos falecimentos em decorrência de DCNT. Apenas Fortaleza de Minas, Bom Jesus da Penha e Itaú de Minas apresentaram diminuição no total de mortes por doenças com longa progressão. Nesses casos, a diminuição foi de 13%, 14% e 35%, respectivamente.

 

Além da taxa de mortalidade por doenças crônicas, a FJP divulgou outros resultados relacionados à saúde de cada município. Por exemplo: o total de nascidos vivos cujas mães fizeram, no mínimo, sete consultas de pré-natal. Nesse segmento, o total de exames aumentou em 72% das cidades.

 

Em Itaú de Minas, entre 2007 e 2017, a proporção de mulheres que realizaram ao menos sete consultas de pré-natal passou de 81,62% para 89,17%, em 2017.

 

Apesar do resultado positivo na maioria dos municípios, seis deles apresentaram realidades negativas. Dentre eles, Claraval, Passos e Bom Jesus da Penha.

Fonte: Folha da Manhã