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07/11 – Mais da metade dos municípios de Minas Gerais (56,5%) têm gestão fiscal crítica e 31,2% tem situação difícil. Apenas 12,2% das cidades possuem gestão fiscal boa ou excelente. É o que aponta o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados fiscais oficiais de 2018. Belo Horizonte, apesar da 36ª posição entre os municípios mineiros, alcançou nota máxima em dois indicadores do índice e conquistou a nona melhor posição no ranking das capitais.

 

Foram avaliadas no estudo as contas de 5.337 municípios brasileiros, que declararam as informações até a data limite prevista em lei e estavam com os dados consistentes. No estado de Minas Gerais, das 853 cidades foram analisadas 833, onde vivem 20,8 milhões de pessoas. O índice varia de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1 melhor a situação fiscal do município.

 

Com o objetivo de apresentar os principais desafios para a gestão municipal, são abordados os indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos. O novo indicador de Autonomia verifica a relação entre as receitas oriundas da atividade econômica do município e os custos para manutenção da estrutura administrativa.

 

O IFGF médio das cidades mineiras é de 0,3786 ponto, valor abaixo da média nacional (0,4555 ponto). Os municípios do estado de Minas Gerais têm nota média inferior à nacional nos quatro indicadores.

 

O IFGF tem uma leitura de resultados bastante simples: a pontuação varia entre 0 e 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, melhor a gestão fiscal do município. Dessa forma, localidades têm seus índices considerados excelentes quando seus resultados estão entre 0,8 e 1 ponto; uma boa gestão quando atingem entre 0,6 e 0,8 ponto na escala; apresentam dificuldades quando estão entre 0,4 e 0,6 ponto, e, por último, estão em situações críticas caso se enquadrem entre 0,4 e 0,0 ponto.

 

No ranking estadual do IFGF, Passos se encontra na 253ª posição. Com resultado de 0,4597 ponto, o total é inferior ao último levantamento, realizado em 2017, quando o território atingiu 0,6046.

 

Na região, Piumhi foi a cidade que mais se destacou, ocupando a 24ª posição na listagem do Estado. Em um aumento de 0,0876 ponto, que fez com que o local chegasse a 0,7658 ponto, na atualidade, o município está entre os com boa gestão dos recursos financeiros.

 

São Sebastião do Paraíso, com índice de 0,4066, está em 352º lugar entre as 853 cidades mineiras avaliadas.

 

Regionalmente, as cidades que menos se destacaram na pesquisa foram Guapé, Doresópolis, Fortaleza de Minas, Itaú de Minas e Claraval, com 0,2192; 0,2665; 0,2858, 0,3108 e 0,3292 ponto, respectivamente.

 

Entre os municípios mineiros, Extrema, Belo Vale, Araxá, Conceição do Mato Dentro e Santa Juliana atingiram as melhores pontuações no índice. Em relação ao país, ao analisar as 5.337 cidades, mais da metade, ou 73,9% das localidades, apresentaram situação fiscal difícil ou crítica. Ao todo, são 3.944 cidades nessa condição, o que inclui Itaú de Minas, Capetinga, Alpinópolis, Passos, São Sebastião do Paraíso, Cássia e Doresópolis.

 

No Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), ano base 2018, Itaú de Minas aparece com pontuação 0,3108, o que é maior que em 2017, cujo índice foi de 0,2897. No site da Firjan, aparecem os índices desde 2013, que ficaram assim: em 2013 (0,6027); 2014 (0,5493); 2015 (0,4566); 2016 (0,4786); 2017 (0,2897) e 2018 (0,3108).

 

Neste índice, Itaú de Minas aparece na posição 506 no Estado e 3.922 a nível de Brasil.

Fonte: Folha da Manhã / Firjan / Rádio Boa Nova