22/04 – Um levantamento apontou que em 45 cidades do Sul de Minas a água que chega às estações de tratamento está contaminada por algum tipo de agrotóxico. Além disso, em sete delas, a presença de químicos está bem acima do permitido.

 

Os dados foram registrados pelo Ministério da Saúde e depois compilados pelo Repórter Brasil, Agência Pública e Public Eye.

 

Os municípios são obrigados a testar 16 tipos de pesticida, 11 deles são associados a doenças crônicas como câncer, má formação fetal, disfunções hormonais e reprodutivas.

 

Foram realizados 854.140 testes entre 2014 e 2017. Segundo o levantamento, uma em cada quatro cidades do Brasil apresentaram contaminação. Ao todo, 83 cidades de Minas Gerais apresentaram químicos na análise da água.

 

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde salientou que os dados não estão consolidados e que, portanto, não é possível, “no momento, fazer avaliação sobre a situação da qualidade da água”.

 

A nota do ministério diz ainda que a “exposição aos agrotóxicos é um problema de saúde pública e cada situação deve ser analisada individualmente à luz do histórico de dados e dos valores de referência da legislação. Quando encontrados valores acima do padrão de potabilidade ou até mesmo diante da presença constante das substâncias, a vigilância deve notificar os prestadores de serviços de abastecimento de água”.

 

Na região Sudoeste de Minas, duas cidades estão com um índice alto de agrotóxicos na água. Segundo o levantamento, a água chega nas estações de tratamento de Passos e São João Batista do Glória com 27 tipos de agrotóxicos; em Alpinópolis são 5; Capetinga 3; e Alterosa, Carmo do Rio Claro, Cássia, Conceição da Aparecida e São Sebastião do Paraíso com 1 tipo de agrotóxico.

 

Itaú de Minas não aparece nessa lista.

Fonte: G1