11/03 – O pedido de cassação do mandato do vereador Davi Sousa (PSD), votado na última sexta-feira (8), na Câmara Municipal, foi rejeitado. Por seis votos a dois, os parlamentares entenderam que não havia motivos que justificassem a abertura de um processo visando ao afastamento do vereador de suas funções.

A denúncia foi apresentada pelo jornalista André Grandi, ex-ouvidor da Prefeitura. Ele acusava Davi de ter pago, quando ocupava a presidência do Legislativo, em 2017, complemento de aposentadoria a uma servidora inativa, sem que houvesse, para essa finalidade, a dotação correta no orçamento da Casa.

O contador da Câmara Municipal, Luciano João Avelar, elaborou um relatório explicativo, lido no início da sessão, a fim de elucidar as questões levantadas pelo denunciante.

Segundo a explicação, ainda em 2016, na legislatura passada, foi encaminhado ao Executivo um projeto visando à adequação do pagamento de complemento de aposentadoria no orçamento da Casa. No entanto, quando o projeto foi sancionado, a adequação não foi observada. Dessa maneira, em janeiro de 2017, o pagamento da complementação foi realizado conforme já vinha sendo feito em anos anteriores.

Durante a votação, na sexta-feira (8), que contou com oito vereadores, pois o denunciado esteve ausente, o entendimento da maioria foi de que não houve erro por parte de Davi.

Foram contrários ao pedido os vereadores Denis Magalhães, Gilmar Chaves, Juliana Mattar, Matheus Vilela, Oberdan Faria e Roberto Vieira. Apenas dois vereadores manifestaram-se a favor: Antônio dos Reis Nunes e Donizetti Antônio Amorim.

Segundo matéria do jornal Folha da Manhã, o clima na Câmara, no entanto, continua pesado e uma nova denúncia deverá ser votada nesta terça-feira (12), tendo Donizetti Amorim como alvo.

Fonte: Folha da Manhã