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A Associação Luz do Servir, de Itaú de Minas, entregou 12 perucas ao Hospital Regional do Câncer de Passos na última sexta-feira, 7, que serão dadas a pacientes de várias cidades da região. As perucas são confeccionadas com cabelos naturais, recebem doações acima de dez centímetros e podem ser entregues cabelos com químicas ou tingidos. Há pontos de coleta de cabelos naturais no HRC de Passos e em Itaú de Minas. São necessárias três doações para fazer uma peruca. Deve ser feito um rabo antes de cortar o cabelo e depois colocar o material em um saco plástico. 
 

De acordo com a cabeleireira Edna Lopes Vieira, o processo de confecção é complexo, iniciando-se com a seleção dos cabelos, passando pela separação das mechas, seguido pela lavagem, secagem, higienização e depois separam-se por tamanhos, tipos, cores, como o castanho, loiro, preto, ruivo.
 
 “Os cabelos são costurados de maneira manual, em um trabalho de artesão. Fazemos com muito carinho”, explicou Edna, que fez um curso de capacitação em São Paulo, o que possibilitou a realização do trabalho em Itaú de Minas.
Edna lembra que procurou a presidente da associação em 2014 e, desde então, elas iniciaram uma parceria, e disso surgiu o projeto Corte Solidário. De lá para cá, já foram muitos pacientes beneficiados com o projeto. Entregam em torno de 12 perucas a cada três meses. 
 
“Uma paciente me procurou no meu salão, me senti tocada. Os seus cabelos caíram e ela estava com a autoestima baixa. Pensei que eu deveria fazer algo. Levou-se um tempo para que eu aprendesse a fazer as perucas, mas, depois de entregue, ela ficou tão feliz. Nós conseguimos devolver a autoestima e isso é maravilhoso”, relatou Edna, bem emocionada.
Após a seleção e limpeza dos fios, Edna, que é a cabeleireira responsável pelo projeto, costura os fios em uma máquina industrial destinada ao tecimento de cabelos. Mas o processo não acaba por aí. Ainda tem o corte, escovamento e alisamento por chapa. 
 
“Há alguns pacientes que me procuram em meu salão, em Itaú de Minas, pois não conseguiram colocar a peruca. Acham que estão pequenas. Mas acontece que precisa raspar o cabelo, para, então, colocar a peruca. Elas choram quando eu raspo os cabelos delas e soltam um sorriso ao conseguir encaixar a peruca. Isso nos emociona. Algumas trazem presentes, mas não precisa, faço com amor”, finalizou a cabeleireira.